Obviamente que já assinei a petição. Assinei e com um comentário que – na altura – achei apropriado.
Apesar disso, continuo a preferir ir ver os Manowar ao estrangeiro com as condições sonoras que um concerto dos Reis do Metal exige do que ver uma amostra de concerto numa sala abjecta como o Pavilhão Atlântico. Se é para ver um meio-concerto, ou um semi-concerto, então espero bem que nunca mais cá ponham os pés. Certamente não será por isso que os deixarei de encontrar em locais mais apropriados ao Heavy Metal do que isto.
Eu acho que a forma como encaramos os Manowar depende muito da forma como encaramos o próprio Heavy Metal. O Metal a mim não me diverte, não é um passatempo, nem sequer um entretém. O Metal é puro sentimento e para mim só vale a pena se existir uma ligação emocional muito forte. Há muita gente que diz que o Heavy Metal e os Manowar não devem ser levados muito a sério. Isso para mim é a pior coisa que se pode dizer de uma banda. O Metal é um assunto demasiado sério e importante para andarmos aqui a brincar com estas coisas. O que eu sinto a ouvir Metal/Manowar (são sinónimos para mim) hoje é mais forte do aquilo que sentia quando os descobri há 17/18 anos. E sei que daqui a outros 17/18 anos vai ser ainda mais forte. A pele de Metalhead não é uma t-shirt qualquer que se veste/despe ao sabor das estações, é algo que faz parte de nós e que nos vai acompanhar até ao fim dos tempos.
Eu levo os Manowar muito a sério! Eu levo os discursos do Joey deMaio MUITO A SÉRIO!!!! Para mim, aquele aviso que se ouve nesta digressão antes do concerto começar foi a melhor coisa que aconteceu em todo o festival Metalway. Depois de 5 longos dias a aguentar com aquela gente, as palavras do Mestre fizeram-me recuperar a Fé que a suposta comunidade metálica em meu redor ia manchando hora após hora.
Em relação aos fãs de Manowar e falando directamente para ti, não tenho bem essa percepção, Rockhard. Acho que estás a entrar no campo da generalização a partir da tua experiência pessoal. Isso normalmente dá sempre uma ideia errada das coisas. Basta ir buscar o último almoço de Manowar que – por acaso – foi o único em que estive presente. Não conheço as pessoas todas que estiveram presentes mas alguns até estiveram – mais tarde – na Moita para marcar presença no March of Metal. Tanto assim que os Mindfeeder até tocaram o «Hail & Kill». Depois, entre as pessoas que lá estavam, nem todos ouvem só Manowar. O Cameraman venera Motörhead, o Moura adora Maiden e Priest, a Zé é fã de Blind Guardian, a Sofia gosta de Rainbow/Dio, o Serra é fã de Wasp, o Korvo é doido por Maiden, o Zé Metal idolatra montes de bandas diferentes, o TrymBeast está mais virado para os Metalium, o Igor gosta muito de Metallica e Motörhead, o teu amigo Zé Neves passa-se com Metal germânico, eu gosto de muita coisa para além de Manowar… e por aí fora. Mas o melhor local para confirmares a tua teoria será apareceres um dia no Magic Circle Festival. Falei com muita gente sobre Ironsword, Battleroar, Agent Steel, Deadly Blessing, Wotan, Holy Martyr, Omen, Virgin Steele, Cage, Judas Priest. Além disso, o que eu vi foi os fãs de Manowar – em muito maior número do que aqueles fãs de outras bandas que estavam a ver Candlemass no Metalway, por exemplo – a cantar as músicas de Alice Cooper, Stormwarrior, Burning Starr, MSG, Doro, WASP, Majesty, Brazen Abbot. E na discoteca do recinto do festival, depois dos concertos acabarem, vi muita gente com os punhos no ar em plena possessão metálica ao som de Helloween, Running Wild, Accept, Grave Digger, entre outros… Para quem só vê Manowar à frente não está nada mau… nada mau mesmo. Mas uma coisa é certa. Ao menos os fãs de Manowar que aparecem nos concertos são mesmo fãs da banda. Ao contrário do que se viu no concerto de Judas Priest, por exemplo. Muita gente nem sequer merecia lá estar, como vocês certamente repararam.
A postura dos Manowar contra o mundo é o próprio Heavy Metal. O MEU Heavy Metal é assim, o que não significa que o vosso também tenha que ser, como é óbvio! Também não percebo em que é que eles mudaram. A banda sempre foi assim, não sei porque carga de água deveriam ter uma postura diferente agora. Aliás, se há coisa de que não os podem acusar é de não ser coerentes. Se se derem ao trabalho de ler uma entrevista qualquer de 1983 e uma das novas, facilmente vão constatar que a atitude é exactamente a mesma. Tomara eu que houvesse muito mais bandas assim, que se recusam a saltar de estilo para estilo como tantas outras que a imprensa pseudo-especializada gosta de levar ao colo. Se calhar nota-se um tom mais amargo nos Manowar porque eles hoje em dia estão sozinhos com os fãs. De entre as grandes bandas de Metal mainstream são – de longe – a banda mais underground, na verdadeira acepção da palavra. São eles que lançam os seus próprios discos, são eles que tratam do seu próprio merchandise, são eles que preparam os seus próprios concertos. Não é por acaso que os Reis do Metal já estavam na cidade de Saragoça na 4.ª feira, apesar do concerto ser só no Sábado. Se calhar assim é mais difícil as coisas correrem mal e é mais fácil que os concertos corram melhor. Depois é natural que se note uma diferença astronómica em termos de som ao vivo. Existem as outras bandas – algumas delas excelentes… e os Manowar que estão noutra dimensão. Mas isso é algo que só se percebe estando lá! E comparando os últimos concertos da banda (2007, 2008 e 2009) com os primeiros que vi (1997, 1998, 1999), nota-se uma escalada em termos de potência sonora que só visto mesmo.
Mas o que mais me irrita é a diferença de critério entre os Manowar e as outras bandas. Se fossem os Manowar a cancelar o concerto no Metalway por causa de um problema “muito grave” nas costas do Karl Logan para tocar 2 dias depois em França, havia de ser o bom e o bonito. Depois também acho engraçado toda a gente falar nos clichés dos Manowar e acharem fantástico o facto dos Judas Priest trazerem sempre a mota para o «Hellbent For Leather» e os Iron Maiden trazerem sempre o Eddie. Já para não falar no(s) set-list(s). Nos últimos 3 anos – em todos os concertos que vi da banda – ouvi nada mais, nada menos do que 64 músicas diferentes. Não sei o que é que se pode pedir mais, sinceramente…
E também falaram aqui em poser-ismo. Não sei do que estão a falar exactamente. Para mim ser poser é estarmos na conversa de costas para o palco onde toca a banda que exibimos na camisola… E realmente vi muito disso em Espanha, e vejo muito disso aqui em Portugal também.
Apesar disso, continuo a preferir ir ver os Manowar ao estrangeiro com as condições sonoras que um concerto dos Reis do Metal exige do que ver uma amostra de concerto numa sala abjecta como o Pavilhão Atlântico. Se é para ver um meio-concerto, ou um semi-concerto, então espero bem que nunca mais cá ponham os pés. Certamente não será por isso que os deixarei de encontrar em locais mais apropriados ao Heavy Metal do que isto.
Eu acho que a forma como encaramos os Manowar depende muito da forma como encaramos o próprio Heavy Metal. O Metal a mim não me diverte, não é um passatempo, nem sequer um entretém. O Metal é puro sentimento e para mim só vale a pena se existir uma ligação emocional muito forte. Há muita gente que diz que o Heavy Metal e os Manowar não devem ser levados muito a sério. Isso para mim é a pior coisa que se pode dizer de uma banda. O Metal é um assunto demasiado sério e importante para andarmos aqui a brincar com estas coisas. O que eu sinto a ouvir Metal/Manowar (são sinónimos para mim) hoje é mais forte do aquilo que sentia quando os descobri há 17/18 anos. E sei que daqui a outros 17/18 anos vai ser ainda mais forte. A pele de Metalhead não é uma t-shirt qualquer que se veste/despe ao sabor das estações, é algo que faz parte de nós e que nos vai acompanhar até ao fim dos tempos.
Eu levo os Manowar muito a sério! Eu levo os discursos do Joey deMaio MUITO A SÉRIO!!!! Para mim, aquele aviso que se ouve nesta digressão antes do concerto começar foi a melhor coisa que aconteceu em todo o festival Metalway. Depois de 5 longos dias a aguentar com aquela gente, as palavras do Mestre fizeram-me recuperar a Fé que a suposta comunidade metálica em meu redor ia manchando hora após hora.
Em relação aos fãs de Manowar e falando directamente para ti, não tenho bem essa percepção, Rockhard. Acho que estás a entrar no campo da generalização a partir da tua experiência pessoal. Isso normalmente dá sempre uma ideia errada das coisas. Basta ir buscar o último almoço de Manowar que – por acaso – foi o único em que estive presente. Não conheço as pessoas todas que estiveram presentes mas alguns até estiveram – mais tarde – na Moita para marcar presença no March of Metal. Tanto assim que os Mindfeeder até tocaram o «Hail & Kill». Depois, entre as pessoas que lá estavam, nem todos ouvem só Manowar. O Cameraman venera Motörhead, o Moura adora Maiden e Priest, a Zé é fã de Blind Guardian, a Sofia gosta de Rainbow/Dio, o Serra é fã de Wasp, o Korvo é doido por Maiden, o Zé Metal idolatra montes de bandas diferentes, o TrymBeast está mais virado para os Metalium, o Igor gosta muito de Metallica e Motörhead, o teu amigo Zé Neves passa-se com Metal germânico, eu gosto de muita coisa para além de Manowar… e por aí fora. Mas o melhor local para confirmares a tua teoria será apareceres um dia no Magic Circle Festival. Falei com muita gente sobre Ironsword, Battleroar, Agent Steel, Deadly Blessing, Wotan, Holy Martyr, Omen, Virgin Steele, Cage, Judas Priest. Além disso, o que eu vi foi os fãs de Manowar – em muito maior número do que aqueles fãs de outras bandas que estavam a ver Candlemass no Metalway, por exemplo – a cantar as músicas de Alice Cooper, Stormwarrior, Burning Starr, MSG, Doro, WASP, Majesty, Brazen Abbot. E na discoteca do recinto do festival, depois dos concertos acabarem, vi muita gente com os punhos no ar em plena possessão metálica ao som de Helloween, Running Wild, Accept, Grave Digger, entre outros… Para quem só vê Manowar à frente não está nada mau… nada mau mesmo. Mas uma coisa é certa. Ao menos os fãs de Manowar que aparecem nos concertos são mesmo fãs da banda. Ao contrário do que se viu no concerto de Judas Priest, por exemplo. Muita gente nem sequer merecia lá estar, como vocês certamente repararam.
A postura dos Manowar contra o mundo é o próprio Heavy Metal. O MEU Heavy Metal é assim, o que não significa que o vosso também tenha que ser, como é óbvio! Também não percebo em que é que eles mudaram. A banda sempre foi assim, não sei porque carga de água deveriam ter uma postura diferente agora. Aliás, se há coisa de que não os podem acusar é de não ser coerentes. Se se derem ao trabalho de ler uma entrevista qualquer de 1983 e uma das novas, facilmente vão constatar que a atitude é exactamente a mesma. Tomara eu que houvesse muito mais bandas assim, que se recusam a saltar de estilo para estilo como tantas outras que a imprensa pseudo-especializada gosta de levar ao colo. Se calhar nota-se um tom mais amargo nos Manowar porque eles hoje em dia estão sozinhos com os fãs. De entre as grandes bandas de Metal mainstream são – de longe – a banda mais underground, na verdadeira acepção da palavra. São eles que lançam os seus próprios discos, são eles que tratam do seu próprio merchandise, são eles que preparam os seus próprios concertos. Não é por acaso que os Reis do Metal já estavam na cidade de Saragoça na 4.ª feira, apesar do concerto ser só no Sábado. Se calhar assim é mais difícil as coisas correrem mal e é mais fácil que os concertos corram melhor. Depois é natural que se note uma diferença astronómica em termos de som ao vivo. Existem as outras bandas – algumas delas excelentes… e os Manowar que estão noutra dimensão. Mas isso é algo que só se percebe estando lá! E comparando os últimos concertos da banda (2007, 2008 e 2009) com os primeiros que vi (1997, 1998, 1999), nota-se uma escalada em termos de potência sonora que só visto mesmo.
Mas o que mais me irrita é a diferença de critério entre os Manowar e as outras bandas. Se fossem os Manowar a cancelar o concerto no Metalway por causa de um problema “muito grave” nas costas do Karl Logan para tocar 2 dias depois em França, havia de ser o bom e o bonito. Depois também acho engraçado toda a gente falar nos clichés dos Manowar e acharem fantástico o facto dos Judas Priest trazerem sempre a mota para o «Hellbent For Leather» e os Iron Maiden trazerem sempre o Eddie. Já para não falar no(s) set-list(s). Nos últimos 3 anos – em todos os concertos que vi da banda – ouvi nada mais, nada menos do que 64 músicas diferentes. Não sei o que é que se pode pedir mais, sinceramente…
E também falaram aqui em poser-ismo. Não sei do que estão a falar exactamente. Para mim ser poser é estarmos na conversa de costas para o palco onde toca a banda que exibimos na camisola… E realmente vi muito disso em Espanha, e vejo muito disso aqui em Portugal também.
RESPOSTA DO DEFIANCE num conhecido forum de metal português!
